O gênio austríaco assimilou as mais diversas influências (sinfonias francesas, singspiel alemão, música de câmara vienense, música dramática italiana) com uma extraordinária facilidade. Ele é provavelmente o único compositor a ter escrito obras-primas em praticamente todos os gêneros musicais de sua época.
As serenatas, divertimentos e danças escritas por ele para festas ao ar livre e entretenimento da nobreza refletiam seu estilo de vida e personalidade: ao mesmo tempo em que se comportava como uma criança que parecia não amadurecer, esbanjava o dinheiro que recebia, vindo a morrer pobre.
Com A Flauta Mágica, Mozart esperava relançar sua carreira, pois passava por uma fase de incompreensão da sociedade vienense. Ele nem chegou a gozar o sucesso desta ópera, morrendo três meses depois, a 5 de dezembro de 1791, deixando seu Requiem inacabado.
O caçador de pássaros Papageno
Composto em 1791, este singspiel foi uma colaboração de Schikaneder, um misto de compositor, ator, empresário, cantor, poeta e libretista, com Mozart, que ingressou na maçonaria em Viena.
O enredo inspira-se no conto Lulu, oder Die Zauberflöte, de Liebeskind. Uma flauta mágica é a arma que uma fada dá a um jovem e belo príncipe para vencer os inimigos que lhe aparecem no caminho. A estréia, que imediatamente empolgou a maioria dos irmãos maçônicos de Mozart, não agradou ao clero e à nobreza.
Depois de estrear em Viena em 1791 e chocar com a revelação pública dos segredos da iniciação na maçonaria, não faltou quem visse na obra um significado político oculto. Na realidade, o conteúdo de A Flauta Mágica consiste fundamentalmente na vontade dos homens de que a razão triunfe sobre o obscurantismo.
É o que acontece no final: Monostatos, a Rainha da Noite e seu séquito são devorados pelas trevas, ao passo que Sarastro, Tamino, Pamina e os Sacerdotes são iluminados pelos primeiros raios da manhã. Celebra-se então a vitória da luz sobre a escuridão.
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