V - A CRIAÇÃO DO RITO BRASILEIRO DE LAURO SODRÉ
Não se sabe quais as razões que levaram Lauro Sodré a fundar o Rito Brasileiro. Teria sido uma resposta ao apelo do "Cavaleiro Rosa-Cruz" (1894), ou influência da Maçonaria do Especial Rito Brasileiro criada por José Firmo Xavier (1978 - 1882)?
Contudo, o que existe de mais concreto é que várias reuniões de Maçons ocorreram na casa do General José Joaquim do Rego Barros, no Quartel da Antiga Artilharia de Costa, em 1914, onde o ideal trazido pelo General Lauro Sodré, o criador da idéia, tomou corpo. Participaram dessas reuniões e de outras ocorridas no Grande Oriente do Brasil, quando foi tratada a fundação do Rito, os Irmãos: Lauro Muller, Dr. Nilo Peçanha, Dr. José Mariano Carneiro da Cunha, Amaro Albuquerque, A. O. de Lima Rodrigues, Coelho Lisboa, Eugênio Lopes Pinto, Evaristo de Morais, Firmo Braga, Floresta de Miranda, Horta Barbosa, Joaquim Xavier Guimarães Natal, Leôncio Correia, Mário Behring, Monteiro de Souza, Otacílio Câmara, Otávio Kelly, Ticiano Corrégio Daemon, Tomaz Cavalcanti, Veríssimo José da Costa e Virgílio Antonino.
As personalidades que se reuniam na casa do Comandante do antigo Quartel de Artilharia de Costa, no Rio de Janeiro, eram destacadas figuras da intelectualidade, da sociedade e da política.
Finalmente, o Conselho Geral da Ordem, presidido pelo Poderoso Irmão Lauro Sodré, se reuniu em Sessão Ordinária no dia 21 de dezembro de 1914 e deliberou pelo reconhecimento e adoção do Rito Brasileiro, gozando das mesmas regalias concedidas aos demais Ritos reconhecidos pelo Grande Oriente do Brasil, conforme proposta apresentada pelo Irmão Grande Orador Interino Eugenio Pinto, aprovada pelos presentes, havendo apenas um voto contrário à medida, do Poderoso Irmão Carlos Duarte, que achava desnecessário mais um Rito. Participaram da reunião, além dos já citados: Dr. Ticiano Daemon, Dr. Horta Barbosa, Dr. Monteiro de Souza, Dr. Octacílio Câmara, Dr. Floresta de Miranda, Dr. Loureiro de Andrade e Dr. Firmo Braga.
No dia 23 de dezembro de 1914, era baixado o Decreto nº 500, com o seguinte texto:
"Lauro Sodré, Grão Mestre da Ordem Maçônica no Brasil;
Faz saber a todos os maçons e oficinas da Federação, para que cumpram e façam cumprir, que em Sessão efetuada no dia 21 de dezembro deste ano, o Ilustríssimo Cons:. Ger:. da Ord:. aprovou o reconhecimento e incorporação do Rito Brasileiro entre os que compõem o Grande Oriente do Brasil, com os mesmos ônus e direitos, regido liturgicamente pela sua constituição particular, respeitado o dispositivo do art. 34º do Reg:. Ger:. , ficando autorizada a funcionar a sua Grande Loja, intermediária das relações entre os Irmãos do Rito e entre estes e os Poderes Maçônicos de que trata o art. 4º do Reg:. Ger:., o que é promulgado pelo presente decreto".
Assinavam o decreto, Lauro Sodré, Grão-Mestre da Ordem; Ticiano Corregio Daemon, Grande Secretário-Geral da Ordem; e A. O. Lima Rodrigues, Grande Chanceler.
Contudo, Lauro Sodré, em decorrência de ter sido eleito para a Presidência da Província do Pará, e por ter de fixar sua residência fora da sede do Grande Oriente solicitou sua renúncia ao cargo de Grão-Mestre. Consternado, o Conselho Geral da Ordem, em março de 1916, a aceitou, assumindo interinamente o Contra-Almirante Veríssimo José da Costa.
Continua...

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