sábado, 14 de abril de 2012

Nota de Falecimento

Respeitáveis Irmãos,
É com imenso pesar que noticiamos o falecimento, na madrugada deste sábado (14), de nosso Sapientíssimo Ir.'. IVALDO DE MELO MEDEIROS, M.'.I.'., 33.'. (Portador da Comenda Dom Pedro I; ex- Delegado Litúrgico do Rito Brasileiro no Distrito Federal e ex-Assessor Especial do Soberano Grão-Mestre do G.'. O.'. B.'. , ou seja uma vida inteiramente dedicada à Maçonaria.
Registramos este triste ocorrido, ao mesmo tempo que lamentamos esta perda irreparável para a sublime ordem e, em especial, para os Graus Filosóficos, mas temos a certeza absoluta de que o Supremo Arquiteto do Universo, nosso Deus de Amor e Bondade, o estará amparando e orientando nessa sua nova caminhada, agora no Oriente Eterno.
Por tudo que ele representou para a Maçonaria fica a nossa lembrança e o nosso eterno reconhecimento.
Lojas do Rito Brasileiro no DF

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A CRIAÇÃO DO RITO BRASILEIRO

IV - O IDEALIZADOR DO RITO BRASILEIRO - LAURO SODRÉ
O General Lauro Sodré e Silva assumiu o Grão Mestrado da Maçonaria em 21 de junho de 1904, e durante quase treze anos empunhou o Supremo Malhete, após diversas reeleições. Ao assumir os desígnios da Maçonaria Brasileira, Lauro Sodré já era uma figura respeitada e admirada no cenário político nacional. Destacou-se na campanha abolicionista e na propaganda republicana; foi discípulo dileto de Benjamim Constant e seu secretário quando este foi Ministro da Guerra; presidiu a Província do Pará, pela primeira vez, aos 33 anos incompletos, em 1891; opôs-se incisivamente ao golpe militar promovido por Deodoro, em 1891, contribuindo para a renúncia do ditador[1]; foi Senador pelo Pará (1897-1902) e pelo Distrito Federal (1903).
O Irmão Lauro Sodré cultuava a liberdade e o livre arbítrio, e por isso participou do levante da Escola Militar da Praia Vermelha contra a obrigatoriedade da vacinação contra a febre amarela, não por oporem-se contra a vacinação, mas contra a sua obrigatoriedade.
Esse foi o homem que conquistou o Supremo Malhete, em 1904, e deteve o expressivo apoio e veneração de seus Irmãos, produzindo inúmeras realizações, entre as quais destacamos: a criação do Grande Oriente do Amazonas; a elaboração da nova Lei Magna do Grande Oriente, conhecida como Constituição Lauro Sodré (1907); a criação do Grande Capítulo do Rito de York (1913); promoveu o estreitamento de relações com a Grande Loja Unida da Inglaterra, celebrou Tratados de Paz e Amizade com o Grande Oriente da Argentina (1904) e com o Grande Oriente Lusitano (1907); criou o ensino primário obrigatório para filhos de Maçons (1915); registro do patrimônio maçônico (1916) e a organização do Gabinete das Insígnias.
Contudo, podemos afirmar que a mais importante das suas contribuições para a maçonaria Brasileira foi, indubitavelmente, a criação do Rito Brasileiro.
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terça-feira, 10 de abril de 2012

HISTÓRIA DO RITO BRASILEIRO - IV


III - A MAÇONARIA DO ESPECIAL RITO BRASILEIRO
Os Irmãos Mestres tomavam assento em ambas as Colunas e dentre outras competências, eram responsáveis "por ensinar aos Irmãos da sua Coluna os toques e sinais e escrituração para bem poderem gozar e vencerem nos mistérios da Santa Irmandade", bem como executar todo trabalho cerimonial  do Rito e de fazerem a polícia interna do Tabernáculo.
 Os Guardas da Cruz, também tomavam assento em ambas as Colunas e eram chamados pelo Venerável para junto do docel quando tiver de descerrar o Santo Padroeiro e aí ficarão de pé até o fim do ato.
 Os Guardas do Templo exerciam as mesmas funções dos nossos atuais Cobridores, sendo que, o que se encontrava no interior do Templo transmitia ao 2º Vigilante tudo que de fora do Tabernáculo lhe era comunicado.
 Foi criado um Supremo Conselho do Grande Oriente em Pernambuco, ao qual ficará sujeita a Maçonaria do Especial Rito Brasileiro, que tinha o Imperador D. Pedro II, a  S. S. Pontifica e os Príncipes da Família Imperial como Grandes Chefes Protetores, com o Grau 23, e como Grande Chefe Propagador e vitalício, com o Grau 22, o autor da idéia, José Firmo Xavier. Em caso de sua morte o Grande Chefe Propagador seria substituído, por eleição do Supremo Conselho, tomando o que o substituir o título de Chefe Conservador.
 O autor do Rito encaminhou ao Imperador D. Pedro II uma cópia da Constituição do Rito acompanhada de uma lista com os 838 nomes de irmãos, denominada "Caderneta Nominal dos Sócios da Nobre e Augusta Casa Maçônica do Especial Rito Brasileiro Coração Livre e Popular propagada e instalada em Pernambuco". Foi observado que após o nome de muitos, havia a palavra - Republicano.
 O Irmão Mário Behring informa que a tal lista foi enviada a D. Pedro II acompanhada da Constituição, para que ele naturalmente soubesse quais os seus defensores em Pernambuco, o que não se acredita, pois nessa extensa relação havia vários republicanos que, certamente, não seriam as pessoas indicadas para a defesa do Imperador.
 Para Álvaro Palmeira, Grão-Mestre Honorário e Grande Instrutor do Rito Brasileiro, em decorrência dos fatos anteriormente relatados, era bem provável que Firmo Xavier queria fechar as feridas deixadas, sobretudo em Pernambuco, pela  "Questão Religiosa", e sonhando ardentemente ver essa amizade restabelecida, colocou  o  seu Rito sob  a proteção de D. Pedro II,  da Família Imperial e do Papa.
 Ainda, Álvaro Palmeira julga que o Rito não prosperou, por conter preceito de irregularidade, como a só admissão de brasileiro nato.
 Assim, apesar de tudo, a Maçonaria do Especial Rito Brasileiro não alcançou seus desígnios e abateu colunas talvez antes do tempo.
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domingo, 8 de abril de 2012

HISTÓRIA DO RITO BRASILEIRO - III

III - A MAÇONARIA DO ESPECIAL RITO BRASILEIRO
 No período compreendido entre 1878 à 1882, o negociante José Firmo Xavier criou uma sociedade secreta à feição da Maçonaria, colocando-a sob os auspícios da S. M. Imperador D. Pedro II, da Família Imperial e do Papa, era a Maçonaria do Especial Rito Brasileiro para as Casas do Círculo do Grande Oriente de Pernambuco.
 Tinha por finalidade defender a religião católica, sustentar a Monarquia Brasileira, praticar caridade, desenvolver as ciências, as letras, as artes, a indústria, o comércio, a agricultura e contribuir para a extinção do elemento servil.
 Era destinada somente à todos os brasileiros natos, sem distinção de classe, como especifica o art. 3º da sua Constituição.
 A base do Rito era a Maçonaria Simbólica com seus três Graus Simbólicos. Sobre essa base erguia-se a hierarquia dos 20 Altos Graus. As Lojas Simbólicas de hoje eram chamadas de Casas e tomavam o nome que quisessem, mas não podiam substituí-lo sob pretexto algum. Quando uma Casa abatia colunas, era proibido se instalar outra com o mesmo nome.
 A Constituição deste Rito, em diversos artigos, referia-se à emancipação dos escravos, dispensando carinho e atenção à alforria, inclusive com a criação de um cofre especial para se deitar o óbulo que quiserem a bem da emancipação dos escravos, que era comemorada com festa, na data magna do aniversário do Rito, no dia 29 de Junho, com a entrega solene das Cartas dos Libertos pelo respectivo cofre de emancipação.
 A Regência das Casas durava o período de um ano, e era composta de um Venerável, quatro Vigilantes (dois titulares e dois suplentes), um orador, um Secretário, um Tesoureiro, um Fiel, dois Guardas da Cruz, quatro Defensores e quatro Acusadores, quatro Sindicantes, quatro Mestres, quatro Andadores e dois Guardas do Templo. O Irmão eleito Venerável só poderia ser reeleito depois de findar quatro anos da sua administração.
 Além do Oriente, os Irmãos tomavam assento na Coluna do Norte do Vale do Soberbo Amazonas, de responsabilidade do Primeiro Vigilante, e na Coluna do Sul do Vale do Prata, sob os cuidados  do Segundo  Vigilante; pediam Vênia por duas palmas ao Venerável.
 O Ir:. Orador tinha assento em lugar especial ao lado esquerdo do venerável; além de exercer as atuais atribuições do cargo, ele também era o relator de todos os processos, que eram entregues ao Acusador.
 Os Irmãos Acusadores (Coluna do Norte) eram responsáveis pela acusação das faltas e erros dos irmãos, sendo a escolha de um deles por votação da Regência. Os Irmãos Defensores (Coluna do Sul), eram ocupados na defesa dos Irmãos processados, sendo um deles escolhido pelo Irmão acusado.
 Os Irmãos Sindicantes tomavam assento na Coluna do Prata (2) e na Coluna do Amazonas (2) e eram  responsáveis "em bem examinar e indagar das faltas chegadas quer pela voz pública, ou pelas pranchas que receberem".
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quinta-feira, 5 de abril de 2012

HISTÓRIA DO RITO BRASILEIRO - II

II - A QUESTÃO RELIGIOSA NAS PROVÍNCIAS DE PERNAMBUCO E DO PARÁ
 O Estado Brasileiro, nos idos de 1850, com intuito de superar as dificuldades que a Igreja causava ao progresso do País, aos poucos, por meio de leis ordinárias foi paulatinamente afastando a Igreja de determinadas prerrogativas: criação do registro civil obrigatório, criação do casamento civil, construção de cemitérios pelas câmaras municipais sem qualquer dependência da autoridade eclesiástica, revisão de decisões dos padres por tribunais ou magistrados civis.
 O clero achava que a Maçonaria era a fonte de conspiração dessas reformas, dando início a um embate dos bispos contra a Arte Real.
 Contudo, na época, existiam inúmeros sacerdotes filiados à Ordem e pessoas ilustres que pertenciam às Irmandades religiosas e eram Maçons.
 A partir de 1872, na Província de Pernambuco, com a chegada do Frei Vital Maria Gonçalves de Oliveira, Bispo de Olinda, o embate entre a Igreja pernambucana e a Maçonaria chegou ao seu clímax, proibindo que o clero funcionasse em cerimônias Maçônicas.
 D. Vital de posse de inúmeros nomes de sacerdotes filiados à ordem e de maçons pertencentes às Irmandades religiosas, publicados pelos jornais, articulou-se violentamente para afastar os clérigos da Maçonaria e expulsar os Maçons das Irmandades.
 As Irmandades se recusaram a expulsar seus Irmãos Maçons e foram interditadas pelo Bispo, isto é, foram proibidas de assistirem missa como sociedades religiosas. Nesta altura a contenda se estendeu para a Província do Pará, onde o Bispo D. Antônio Macedo imitava o Bispo de Olinda.
 O desenrolar da história acabou por envolver o Imperador D. Pedro II, que teve sua figura aviltada pelos Bispos, que quando instados a suspenderem suas ações, não reconsideraram os seus atos, de fecharem setenta Irmandades, capelas e igrejas e procissões.
 Esgotado o diálogo, D. Vital e D. Macedo foram presos após recurso do Imperador ao Conselho do Estado, pois os Bispos estavam fora da lei por negarem legitimidade ao beneplácito imperial que validava as Bulas do Papa, pois as Bulas que excomungavam os Maçons não foram submetidas a D. Pedro II.
 Os clérigos foram anistiados em 1875, pelo Duque de Caxias, Maçom e Presidente do Gabinete, que em pouco tempo galgaria ao Grão-Mestrado da Ordem, a contragosto do Imperador, que transformou a contenda em caso pessoal, nunca perdoando aos Bispos, mesmo depois da anistia.
 Luis Alves de Lima e Silva demonstrou com a sua magnaminidade, que na maçonaria há tolerância, solidariedade humana e fraternidade.
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terça-feira, 3 de abril de 2012

HISTÓRIA DO RITO BRASILEIRO

I  - UM CAVALEIRO ROSA-CRUZ
Em 1834, Miguel Antônio Dias, sob o pseudômino de UM CAVALEIRO ROSA-CRUZ, lança em Portugal, na cidade de Lisboa, o livro "Biblioteca Maçônica" ou "Instrução Completa do Franco-Maçon", que se constituía uma obra clássica inspirada num dos mais famosos manuais franceses da época, o de François Etiene Bazot, e essa edição abrangia apenas os Ritos Francês e de Adoção. O que nos chama atenção é o Prólogo dessa importante obra, onde o autor solicitava aos Orientes de Portugal e do Brasil a criação de um Rito novo e independente, que tendo por base os Três Graus Simbólicos e comum a todos os Ritos, tivesse, contudo, os Altos graus Misteriosos diferentes e nacionais.
 Sua proposta foi considerada por muitos um exagero, pois salientavam que "a Maçonaria Universal não poderia tornar-se nacional, apenas".
 Contudo, entendemos e acordamos que o autor não propunha quebrar o Landmark da Universalidade Doutrinária da Tradição Maçônica; ele o afirma nos três graus simbólicos, que seriam comuns a todos os Ritos, porém os Altos Graus "seriam formulados sob a influência do meio histórico e geográfico da Pátria em que se vive, sob sua índole, inspiração e pendores".
 O Grão-Mestre Álvaro Palmeira, consolidador do moderno Rito Brasileiro e seu Grande Instrutor-Geral, destaca que a Maçonaria é universal e una, mas em cada País assume características peculiares, consoante a história e a índole de cada povo, exatamente como acontece com a Arte, a Ciência e a Religião.
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domingo, 1 de abril de 2012

ABRIL - Mês do Rito Brasileiro

Respeitáveis iir.’.
Em comemoração ao aniversário de nosso Rito.  Neste  mês de ABRIL o nosso BLOG das Lojas do Rito Brasileiro no DF, trará uma série de informações sobre a História, criação e consolidação do Rito Brasileiro.
Essas informações serão abordadas em 12 partes, ao longo do mês de abril, sempre aos domingos, terças e quintas-feiras.
Nesta Terça (03.04) será publicada a 1º parte. Acompanhem nossas publicações. Não deixem de conferir.
Participem da leitura e divulguem entre os irmãos o nosso BLOG.
Lojas do Rito Brasileiro no DF