quinta-feira, 26 de abril de 2012

A CONSOLIDAÇÃO DO RITO BRASILEIRO - IV

VIII - O NOVO DESPERTAR- Álvaro Palmeira e a Consolidação do Rito Brasileiro
 Participaram desta Comissão os EEm:.IIr:. Benjamim Sodré, Grão-Mestre Geral Honorário e Erasmo Martins Pedro, Grão-Mestre Adjunto, e mais os PPod:.IIr:. Adhemar Flores, Adalberto Alves Sarda, Álvaro de Mello Alves Filho, Ardvaldo Ramos, Cândido Ferreira de Almeida, Edgard Antunes de Alencar, Eugênio Macedo Matoso, Humberto Chaves, Jorge Bittencourt, Jurandyr Pires Ferreira, Norberto Santos, Oscar Argollo e Tito Ascoli de Oliva Maya.
 O Professor Álvaro Palmeira se designou Assessor desta comissão, orientando seus trabalhos, inclusive na redação da nova Constituição do Rito, aprovada em 25 de Abril de 1968. Nela, os quatro Títulos de Honra, constantes na Constituição de 1919, transladaram-se para as quatro Oficinas Litúrgicas: Sublimes Capítulos - Mestres e Cavaleiros, Graus 4 a 18; Grandes Conselhos - Missionários, Graus 19 a 30; Altos Colégios - Guardiões do Bem Público, e do Civismo, Graus 31 e 32; e Supremo Conclave - Servidor da Ordem e da Pátria, Grau 33.
 A Comissão constituída se esforçou para por o Rito em ordem, porque ele já era Legal, Regular e Legítimo.
 A Magna Reitoria inicial tinha como Grande Primaz de Honra o Ir:. Almirante Benjamim Sodré.  O primeiro Grande Primaz de Ofício foi o Ir:. Humberto Chaves, seguido pelos IIr:. Adhemar Flores, Cândido Ferreira de Almeida. O atual Grande Primaz Nei Inocêncio dos Santos, assumiu o cargo, ao fim da década De oitenta, com apoio de Álvaro Palmeira.
 O cargo de Grande Instrutor do Rito foi desempenhado, em 1968, pelo Ir:. Professor Álvaro Palmeira, responsável pela regularidade Maçônica do Rito e pela exação dos Rituais.
 Em 10 de junho de 1968, o Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil Álvaro Palmeira celebrou Tratado de Amizade e Aliança com o Supremo Conclave do Rito Brasileiro, que foi ratificado pela Assembléia Federal Legislativa, no dia 27 jul de 1968, definido, entre outras importantes deliberações, que as Lojas Simbólicas do Rito pertencem à obediência do Grande Oriente do Brasil e os Altos Graus são de responsabilidade do Supremo Conclave do Brasil.
 Palmeira, como Grão-Mestre do GOB, moldou o Rito, na área doutrinária e intelectual, na esfera do conhecimento. Em 1968, ele deu estrutura ao Rito e escreveu todos os nossos rituais Simbólicos e Filosóficos, exceto o do Grau 33, CUJO Rito próprio foi aprovado pelo Supremo Conclave, em 1999, escrito de autoria do Ir:. Carlos Simões.
Continua...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

25 de ABRIL - Dia do RITO BRASILEIRO

Rito Brasileiro de Maçons Antigos, Livres e Aceitos

Sereníssimos, Eminentes, Preclaros, Poderosos, Ilustres, Veneráveis e Respeitáveis IIr.’.

Sempre é bom voltar no tempo e rememorar o 25 de Abril de 1968, data em que Grandes Maçons como Lauro Sodré, Gonçalves Ledo, Prof. Álvaro Palmeira, e tantos outros que colocaram como seus ideais a Arte Real uma nova missão que se constituiu num importante marco na História de nossa Pátria: a Reimplantação do RITO BRASILEIRO.
Sua existência tem sido cercada de êxitos e do continuar de nobres realizações, exercitando os elevados princípios da Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Sempre ao lado dos demais RITOS, vêm traçando diretrizes irreprimíveis, respeitando-os e incentivando o princípio da pluralidade dos mesmos.
Respeitáveis Irmãos, queiram receber do BLOG das Lojas do Rito Brasileiro no DF os votos de sucesso em mais essa comemoração de uma data tão expressiva para nos, na certeza de que ninguém avança pela estrada da vida, sem o auxílio do S.’. A.’.D.’. U.’.

terça-feira, 24 de abril de 2012

A CONSOLIDAÇÃO DO RITO BRASILEIRO - III

VIII - O NOVO DESPERTAR- Álvaro Palmeira e a Consolidação do Rito Brasileiro
 Quando Álvaro Palmeira assumiu o seu mandato, em 1963, o Rito Brasileiro apresentava o seguinte cenário:
a) Era um Rito reconhecido e incorporado ao Grande Oriente do Brasil, reconhecido, consagrado e autorizado pela Soberana Assembléia e tinha a sua Constituição adotada e incorporada ao patrimônio legislativo do Grande Oriente;
 b) Ocorreram duas tentativas para a sua implantação definitiva, uma em 1921, em São Paulo e outra em 1940, na antiga Guanabara, com a publicação de alguns Rituais e fundação de algumas Lojas;
c) As lojas surgidas em diversos Orientes, tanto naquele período inicial e outras mais recentemente, fracassaram pela falta de Rituais completos e ausência de governo no filosofismo do Rito;
 d) Dois Atos haviam sido baixados pelo Grão-Mestre, em 1940, o de nº 1617, relacionado com a constituição do núcleo do Corpo Máximo do R:.B:. (Supremo Conclave), e o outro, o de nº 1636, que designava uma comissão para sua regularização;
e) Vários IIr:. de relevo, depois de 1940, haviam sido agraciados com o mais alto Titulo do Rito, mas o Supremo Conclave, logo adiante, adormeceu;
f) Havia, nessa época, um interesse manifesto pelo Grão-Mestrado, em promover uma reformulação na Maçonaria no sentido de ela corresponder às exigências do momento vigente, e o Rito Brasileiro, por seu conteúdo, era o que possibilitaria a interação da Maçonaria Contemplativa à Maçonaria Militante, respeitando o alto conteúdo doutrinário da Instituição. A igreja católica era o exemplo marcante de que era possível a uma instituição que cultiva a tradição, ser evolutiva no atendimento das necessidades conjunturais da sociedade;
 g) Em março de 1968, infelizmente, não havia nenhuma Loja do Rito Brasileiro do Grande Oriente do Brasil em funcionamento, encontrando-se o Rito adormecido.
•Assim, o Grão-Mestre Álvaro Palmeira, considerando o cenário existente, e o desejo insistente de numerosos IIr:. em vários Orientes, de trabalharem no Sistema do Rito Brasileiro, que vinham de encontro aos seus próprios anseios, e contando com o apoio  e a aprovação unânime dos IIr:. do Conselho Federal da Ordem, desencadeia o processo de implantação regular do Rito Brasileiro, ao baixar o decreto nº 2080, de 19 de março de 1968, que teve o intuito de renovar os Superiores  Objetivos do  Ato nº 1617, de 03 de agosto de 1940, como marco inicial da efetiva implantação  do Rito Brasileiro, e determina a constituição de uma Comissão Especial, composta por 15 Poderosos Irmãos, com a finalidade de reverem, com plenos poderes, a Constituição do Rito Brasileiro, publicada pelo Grande Oriente do Brasil, em 1940, de modo a colocar o Rito rigorosamente em acordo com as exigências Maçônicas da Regularidade Internacional, fazê-lo Universal, separar o  Simbolismo, do Filosofismo, e tornando-o um  verdadeiro veículo de renovação da Ordem, conciliando a  Tradição com a Evolução.
Continua...

domingo, 22 de abril de 2012

A CONSOLIDAÇÃO DO RITO BRASILEIRO - II

VII - O IRMÃO ÁLVARO PALMEIRA:
 O Ir:. Álvaro Palmeira, em 1920, foi iniciado, com a idade mínima, na Loja Fraternidade Española, do Rito Moderno, no Grande Oriente do Brasil. Ocupou todos os cargos dentro da Maçonaria. Em 1944, em decorrência de discordar da atuação do Grão-Mestrado da época, ele abandona "provisoriamente" o Grande Oriente do Brasil e funda o Movimento Maçônico Restaurador, nesse ano, e a Grande Loja do Brasil, em 1945.
 Palmeira contribuiu decisoriamente para a fundação do Grande Oriente Unido, em 1948, incorporando as Lojas Simbólicas da Grande Loja Brasil ao Grande Oriente Unido, em 1950, convertendo-se aquele Corpo numa Grande Loja de Veneráveis. Em 1956, foi eleito Grão-Mestre do Grande Oriente Unido. Em dezembro de 1956, cessando os motivos que o afastaram do Grande Oriente do Brasil, ele retorna, incorporando à tradicional Potência o Grande Oriente Unido, com 51 Lojas, inclusive entregando ao GOB todo o patrimônio móvel e imóvel, documentos e o numerário existente no Grande Cofre.
 Após esse gesto, considerou-se "simples Mestre Maçom do Grande Oriente do Brasil".
Quando assumiu o Grão Mestrado, em 1963, entre outras realizações, restaurou as finanças, intensificou as relações Maçônicas com quase todo mundo, reorganizou e reabriu a Biblioteca Maçônica, graças ao trabalho do Ir:. Nicola Aslan, Grande Secretário Geral da Cultura e Orientação, aumentou o patrimônio do GOB, adquirindo e construindo prédios, inclusive evitando a demolição do Palácio Maçônico do Lavradio, instalou o Grande Oriente da Bahia (1964), o Grande Oriente do Maranhão (1966), o Conselho de Veneráveis d Distrito Federal, estreitou relações maçônicas internas e celebrou Tratados com o Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito, com o Grande Capítulo dos Cavaleiros Noaquitas e com o Supremo Conclave do Rito Brasileiro (1968). Ainda, criou a Mútua Maçônica e o Quaro de Hora de Estudos, nas Sessões das Lojas.
 Foi benemérito de diversas Lojas e Institutos, possuía um impressionante medalheiro. Esse é apenas parte do seu Currículo Maçônico, e muito teríamos que escrever sobre o seu currículo profano, que é realmente expressivo.
 Essa é a nobre figura que dedicou seus esforços para que o Rito Brasileiro se consolidasse e cumprisse seus desígnios. Ao deixar o Grão Mestrado em 1968, estava convencido de que a Maçonaria não podia continuar alienada da vida contemporânea, presa a idéias de 1717, como o que era bom há dois séculos e meio, fosse ainda bom para s nossos dias. Para ele o Rito Brasileiro pretende abrir ou iniciar um novo período na História da Maçonaria Universal.
 Continua...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A CONSOLIDAÇÃO DO RITO BRASILEIRO

VI - O DESPERTAR EM 1940
Na Ordem do Dia da Sessão Ordinária do Conselho Geral da Ordem, ocorrida a 22 de julho de 1940, Octaviano Bastos faz a leitura do projeto da nova Constituição do Rito, que é aprovado com algumas emendas. Na mesma Sessão ordinária também é aprovado o projeto de lei que autorizava ao Grão-Mestre:
a) Ativar o funcionamento do Rito Brasileiro de conformidade com a sua Constituição e a iniciar a formação do seu Conclave, nomeando seus primeiros fundadores;
b) Estimular a instalação da primeira Oficina do Rito dispensando todas as taxas a que estiver sujeita e os emolumentos dos três primeiros profanos que nela se iniciarem;
c) Conceder favores idênticos às Oficinas que passarem a funcionar seguindo o R:.B:., dentro do prazo de 180 dias, renunciando ao regimem Capitular;
d) Providenciar junto ao Conclave, para que aos Maçons Capitulares dessas Oficinas sejam concedidos Títulos do R:.B:., correspondentes aos Altos Graus possuídos, com o fim de constituírem os respectivos Corpos.
 Assim, o Grão Mestrado através do Ato nº 1617, de 03 de agosto de 1940, em atenção à resolução tomada em Sessão Ordinária no dia 22 de julho pelo Cons:.Ger:. da Ord:., nomeia os IIr:. Antônio de Oliveira Brito, Octaviano Bastos, Álvaro Palmeira, Alexandre Brasil de Araújo, Romeu Gibson, Pedro Ramos e Oscar Argollo para procederem à formação do "Conclave do Rito".
 Em janeiro de 1941, o Grão-Mestre Joaquim Rodrigues Neves, em decorrência da Comissão ter  cumprido a sua missão, nomeia a Comissão Instaladora do Conclave dos Servidores da Pátria do Rito Brasileiro, sendo o seu presidente o Ir:. Octaviano Menezes Bastos, e como demais membros os IIr:. Arthur Paulino de Souza, José Marcello Moreira, Capitulino dos Santos Júnior e Aristides Lopes Vieira.
Até 1940, não existiam Rituais, nem para os três Graus Simbólicos, quando Octaviano Bastos redigiu e imprimiu o do Grau 1, e Álvaro Palmeira redigiu e imprimiu o do Grau 2,ambos adotados pelo Conclave. Palmeira ainda redigiu o do Grau 3, mas não o imprimiu.
 E tudo ali, em 1940 era patriótico: a aclamação (Ciência, Razão, Brasil), a palavra de passe (Brasil), a decoração verde-amarelo dos templos (paredes, altares, dossel|), a exigência de "ser preferencialmente brasileiro".
 No dia 30 de abril de 1941, dá-se a regularização do Rito Brasileiro da Loja Brasil. Em 10 de julho de 1941 o Grão-Mestre Joaquim Rodrigues Neves, baixou o decreto nº 1259, aumentando para 10 dias o número de profanos que seriam dispensados dos emolumentos cabíveis ao se iniciarem.
Apesar de todas essas alterações e emendas na Constituição, o Rito Brasileiro não tomou força e vigor necessário para ocupar o lugar que lhe fora destinado.
Foram reconhecidas as Lojas fundadas que preenchiam as exigências da Constituição da Ordem e do Rito: Loja Ypiranga (SP, 1928); Loja Brasil (RS, 1941); Loja Gonçalves ledo (MG, 1940; Loja Cruzeiro do Sul V (PI, 1949); Loja Renovação (RJ, 1956); Loja Clementino Câmara (RN, 1958), que chegou a publicar por conta própria, em 1966, o Ritual do 3º Grau, adaptando-o do escocês, para suprir a omissão que havia; Loja Fraternidade e Progresso III (RJ, 1959; Loja Alvorada (SP, 1959), e Loja Quatorze de Julho V (1961).
 Entretanto essas Lojas tiveram vida curta ou mudaram de Rito, pelas razões já citadas e pela ausência de um grupo efetivamente dedicado.
 Esse quadro só começaria a ser mudado com a eleição do Irmão Álvaro Palmeira, que como candidato único, embora relutante em aceitar a sua indicação do seu nome para o alto cargo, foi eleito tranqüilamente em 1963.
Continua...

terça-feira, 17 de abril de 2012

A CRIAÇÃO DO RITO BRASILEIRO - III

V - A CRIAÇÃO DO RITO BRASILEIRO DE LAURO SODRÉ
Felizmente, o Soberano Grão-Mestre em exercício Veríssimo José da Costa se interessava bastante pelo Rito Brasileiro e graças à ele, em 16 outubro de 1916, o Decreto nº 500, de 23 de dezembro de 1914, foi remetido para ser homologado pela Soberana Assembléia Geral, que reconheceu, consagrou e autorizou o Rito Brasileiro, por estar em harmonia com os princípios maçônicos, cumprindo-se, assim o preceito do EX-VI do nº 13 do art. 35 da Constituição de 24 de fevereiro de 1907.
A homologação deu origem ao Decreto nº 536, de 17 de outubro de 1916, em cujo texto o Grão Mestre da Ordem em exercício, em conformidade com a resolução da Soberana Assembléia-Geral, reconhecia, consagrava e autorizava o Rito Brasileiro criado e incorporado ao Grande Oriente do Brasil pelo Decreto nº 500, de 23 de dezembro de 1914.
Prosseguindo, em 17 de Junho de 1917, o Soberano Grão-Mestre Veríssimo da Costa, baixou o Decreto nº 554, que adotava e incorporava ao patrimônio da legislação do Grande Oriente do Brasil a Constituição do Rito Brasileiro, contendo a sua Declaração de Princípios; Estatutos; Regulamentos; Rituais e Institutos.
 Em 1919, Veríssimo da Costa num gesto de grande magnaminidade, antes de entregar a Chefia da Ordem á Nilo Peçanha, concedeu ao Irmão Lauro Sodré, o título de Grande Benemérito da Ordem pelos serviços especiais, extraordinários e relevantes prestados aos ideais Maçônicos, bem como o de Grão-Mestre Honorário da Ordem, reconhecendo o profícuo  trabalho deste insigne brasileiro em prol da Maçonaria Brasileira.
 O Rito Brasileiro, desde o seu surgimento, em 1914, foi se oficializando sem pressa, como vimos. Depois, ficou adormecido por várias razões, entre as quais destacamos a eclosão da guerra de 1914-1918, bem como a intolerância de Maçons que viam o Rito com desconfiança e má fé e porque também não tinha constituída a Oficina-Chefe, isto é, o Supremo Conclave, o que só viria a ocorrer em 1941, sob o nome de Conclave dos Servidores da Ordem e da Pátria.
 Outro agravante era não existirem Rituais, nem para os três Graus Simbólicos, e só em 1940, Octaviano Menezes Bastos redigiu e imprimiu o Grau Um, e Álvaro Palmeira redigiu e imprimiu o Grau Dois, ambos adotados pelo Conclave. Palmeira ainda redigiu o Grau Três, mas não o imprimiu.
 Quando o Rito Brasileiro surgiu, veio com 33 Graus, sendo 3 Graus Simbólicos obrigatórios, e as 5 Ordens de Altos Graus, que de acordo com a Constituição de 1917 eram: Cavaleiro do Rito; Paladino de Deus; Apóstolo do Templo; Defensor do bem Público e Servidor da Ordem e da Pátria.
Em 1919, foi impressa a primeira Constituição do Rito, sendo seu relator o Ir:. Octaviano Bastos, nela contendo, além dos 3 Graus Simbólicos, haviam 4 Títulos de Honra, correspondentes aos Graus 18, 21, 30, 33: Cavaleiro do Rito, Paladino do Dever, Apóstolo do Bem Público e Servidor da Ordem e da Pátria.
Desde o início a nomenclatura dos 30 Altos Graus se afastou inteiramente da nomenclatura escocesa.
Desde 1914, o Rito se declarou teísta, como o Rito de York, admitindo a existência de Deus, o Supremo Arquiteto, e sua ação providencial no Universo.
A primeira Loja do Rito foi fundada na Província de Pernambuco, depois, em 1928, surgiu a Loja Ypiranga, em São Paulo. Acanhadamente surgia uma Loja do Rito Brasileiro aqui e ali, que sem mais nem menos, abatia colunas ou simplesmente mudava de Rito, porque não encontrava ambiente favorável ou por falta absoluta de Rituais e de Oficina Chefe, e essa situação perdurou até a década de sessenta, quando assumiu a Direção do Grande Oriente do Brasil, o Irmão Professor Álvaro Palmeira, responsável pela consolidação do Rito Brasileiro
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domingo, 15 de abril de 2012

A CRIAÇÃO DO RITO BRASILEIRO - II

V - A CRIAÇÃO DO RITO BRASILEIRO DE LAURO SODRÉ
Não se sabe quais as razões que levaram Lauro Sodré a fundar o Rito Brasileiro. Teria sido uma resposta ao apelo do "Cavaleiro Rosa-Cruz" (1894), ou influência da Maçonaria do Especial Rito Brasileiro criada por José Firmo Xavier (1978 - 1882)?
Contudo, o que existe de mais concreto é que várias reuniões de Maçons ocorreram na casa do General José Joaquim do Rego Barros, no Quartel da Antiga Artilharia de Costa, em 1914, onde o ideal trazido pelo General Lauro Sodré, o criador da idéia, tomou corpo. Participaram dessas reuniões e de outras ocorridas no Grande Oriente do Brasil, quando foi tratada a fundação do Rito, os Irmãos: Lauro Muller, Dr. Nilo Peçanha, Dr. José Mariano Carneiro da Cunha, Amaro Albuquerque, A. O. de Lima Rodrigues, Coelho Lisboa, Eugênio Lopes Pinto, Evaristo de Morais, Firmo Braga, Floresta de Miranda, Horta Barbosa, Joaquim Xavier Guimarães Natal, Leôncio Correia, Mário Behring, Monteiro de Souza, Otacílio Câmara, Otávio Kelly, Ticiano Corrégio Daemon, Tomaz Cavalcanti, Veríssimo José da Costa e Virgílio Antonino.
As personalidades que se reuniam na casa do Comandante do antigo Quartel de Artilharia de Costa, no Rio de Janeiro, eram destacadas figuras da intelectualidade, da sociedade e da política.
Finalmente, o Conselho Geral da Ordem, presidido pelo Poderoso Irmão Lauro Sodré, se reuniu em Sessão Ordinária no dia 21 de dezembro de 1914 e deliberou pelo reconhecimento e adoção do Rito Brasileiro, gozando das mesmas regalias concedidas aos demais Ritos reconhecidos pelo  Grande Oriente do Brasil, conforme proposta apresentada pelo Irmão Grande Orador Interino Eugenio Pinto, aprovada pelos presentes, havendo apenas um voto contrário à medida, do Poderoso Irmão Carlos Duarte, que achava desnecessário mais um Rito. Participaram da reunião, além dos já citados: Dr. Ticiano Daemon, Dr. Horta Barbosa, Dr. Monteiro de Souza, Dr. Octacílio Câmara, Dr. Floresta de Miranda, Dr. Loureiro de Andrade e Dr. Firmo Braga.
No dia 23 de dezembro de 1914, era baixado o Decreto nº 500, com o seguinte texto: 
"Lauro Sodré, Grão Mestre da Ordem Maçônica no Brasil;
                        Faz saber a todos os maçons e oficinas da Federação, para que cumpram e façam cumprir, que em Sessão efetuada no dia 21 de dezembro deste ano, o Ilustríssimo Cons:. Ger:. da Ord:. aprovou o reconhecimento e incorporação do Rito Brasileiro entre os que compõem o Grande Oriente do Brasil, com os mesmos ônus e direitos, regido liturgicamente pela sua constituição particular, respeitado o dispositivo do art. 34º do Reg:. Ger:. , ficando autorizada a funcionar a sua Grande Loja, intermediária das relações entre os Irmãos do Rito e entre estes e os Poderes Maçônicos de que trata o art. 4º do Reg:. Ger:., o que é promulgado pelo presente decreto".
 Assinavam o decreto, Lauro Sodré, Grão-Mestre da Ordem; Ticiano Corregio Daemon, Grande Secretário-Geral da Ordem; e A. O. Lima Rodrigues, Grande Chanceler.
Contudo, Lauro Sodré, em decorrência de ter sido eleito para a Presidência da Província do Pará, e por ter de fixar sua residência fora da sede do Grande Oriente solicitou sua renúncia ao cargo de Grão-Mestre. Consternado, o Conselho Geral da Ordem, em março de 1916, a aceitou, assumindo interinamente o Contra-Almirante Veríssimo José da Costa.
Continua...